Poema inédito

[Fernanda Fatureto]

O rosto é a maior de todas as ficções
fixo no esboço do tempo
perdido entre um mero semblante
que declina sua face no anonimato
das ruas,
estreitas,
em que a multidão acena alguma paragem
que lhe marque o vinco das primeiras rugas
de expressão;
como aquele sorriso fino ao lhe reconhecer
perdido entre muitos:
ao dar a primeira face ficamos marcados no rastro
de um pequeno incêndio.

 

 

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